segunda-feira, 5 de abril de 2021

DOMÍNIO CONTROLE E PODER

Três palavras, três pesos de preço totem           De uso universal, admirados, reverenciados   Desejo de algozes lobos, de ávidos tiranos   Possuir o comando, ser o que faz as regras

Dominar é o primeiro passo para o topo estar
Assim pensam os ditadores e cobiçadores vís
Querem a qualquer custo obter pela força rôta
O quinhão, arrecadar o embargo, arrebanhar

Não bastasse os já existentes, outros brotam
Como ervas do lodo, cultivam criadouros
Ter garantias da coroa, dominantes ponis
Autoritarismo imposto pela verdade da vitrine

Controlar, seja qual for o meio, é a desmedida
Satisfazer o ego, conquistar adeptos e borros
Na mentira fôssa, pela púrpura e serpentina
Fazer obedientes os indecisos, calar os cisos

Conquistar por promessas trotas ou anarquia   Educar reacionários, incitar vandalismo vinta   Tribunas fantasmas para angariar fortunas   Fazer parecer um esforço de triunfo, borrifar

Poder é o domínio e controle em ascensão
Raramente está em boa posição, desvirtua
Não há governos ou tribos sem haver o impor
Seria bom se a democracia, valesse o que diz

Dentre os poderes existentes em vigor
A favor de quem se pronunciam, se prostam?
A cobrança já foi dada, pagar atrasos, nivelar
Restabelecer metas, entrar em juízo, redomar

Ideal seria se poder não fosse ganância dina
Não há como não haver, bom ter sem ir atrás
Aquele que almeja a altitude, analisa os feixes
Deve ser cônscio da queda, da derrota prêmio

Poder e pessoas mal resolvidas, se casaram
Caíram na rede da hipocresia, se romperam
Deixaram a ruindade ampliar, o eu permatiar
Não cuidaram dos nós do veleiro, a rivelia

Domínio, controle e poder, não tem dono, reso
Quem os obtém, o tempo crava no conclave
O único que é o possuidor pleno, não recorre
Deus onipotente é Jeová Jiré, o eterno Eu Sou

Nilma Da Silva Coimbra

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