Perfeição já é uma utopia, um corpo, discresia Falar do absoluto, de medidas pelínteas,divide Ser perfeito ou estar, é só no falar, não consiste Conceitos variam no pensar, há diversidades
No entanto, a busca pelo perfeito é incessanteTer um corpo perfeito, é o imposto na ressábia
Ser aceito na sociedade de pronto, é o desejado
Para se conquistar o menestrel, se sujeitam
A busca desenfreada pela beleza externa fumê
Se estende e vai além das infromesas, excede
Enchem os olhos de banquetes, criam luziatos
Exibem cenas de brilhos piscantes para sobreser
Exibir, mostrar com ênfase o corpo, obter elogios
É a primeira atitude, seja na mídia ou nas riveras
Corpo perfeito ainda significa ser magro, esbelto
Altura sobressalente combinada com delíneas
O perfeito quer impor suas regras, com dureza
Seja beleza na firmeza, não meça consequências
E neste embalo de burguês, comer só de pingos
Assim, a saúde se distancia, poucos se cuidam
Forma-se um trio inseparável que andam juntos
O corpo perfeito, o belo e jovialidade, isso atrai
Ter tudo isto mas ser idoso, ainda é desaprecio
Então vemos uma sociedade de incoerências
Em nome de muitas desculpas, do parecer ser
O perfeito tem que sobressair, tem que priorizar
Deste modo, tudo fica na vidraça opalê, esconde
Corpos perfeitos por fora, por dentro bolorentos
Há pessoas que prezam o bonito num todo
Ter um corpo lindo nada contra, mas não é só
É preciso o interior estar em correspondência
Corpo e alma, embora distintos, unidos na benuí
Em vez de projetar os olofortes para os blions
Reverta e olhe para o intra, a priori, é o que vale
Um corpo, ainda que excelente, definha, arreda
A Alma, que é de Deus, é eternal, nunca morre
Nilma Da Silva Coimbra
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