quinta-feira, 15 de abril de 2021

O CORPO PERFEITO

Perfeição já é uma utopia, um corpo, discresia    Falar do absoluto, de medidas pelínteas,divide      Ser perfeito ou estar, é só no falar, não consiste  Conceitos variam no pensar, há diversidades

No entanto, a busca pelo perfeito é incessante
Ter um corpo perfeito, é o imposto na ressábia
Ser aceito na sociedade de pronto, é o desejado
Para se conquistar o menestrel, se sujeitam

A busca desenfreada pela beleza externa fumê
Se estende e vai além das infromesas, excede
Enchem os olhos de banquetes, criam luziatos
Exibem cenas de brilhos piscantes para sobreser

Exibir, mostrar com ênfase o corpo, obter elogios
É a primeira atitude, seja na mídia ou nas riveras
Corpo perfeito ainda significa ser magro, esbelto
Altura sobressalente combinada com delíneas

O perfeito quer impor suas regras, com dureza
Seja beleza na firmeza, não meça consequências
E  neste embalo de burguês, comer só de pingos
Assim, a saúde se distancia, poucos se cuidam

Forma-se um trio inseparável que andam juntos
O corpo perfeito, o belo e jovialidade, isso atrai
Ter tudo isto mas ser idoso, ainda é desaprecio
Então vemos uma sociedade de incoerências

Em nome de muitas desculpas, do parecer ser
O perfeito tem que sobressair, tem que priorizar
Deste modo, tudo fica na vidraça opalê, esconde
Corpos perfeitos por fora, por dentro bolorentos

Há  pessoas que prezam o bonito num todo
Ter um corpo lindo nada contra, mas não é só
É preciso o interior estar em correspondência
Corpo e alma, embora distintos, unidos na benuí

Em vez de projetar os olofortes para os blions
Reverta e olhe para o intra, a priori, é o que vale
Um corpo, ainda que excelente, definha, arreda
A Alma, que é de Deus, é eternal, nunca morre


Nilma Da Silva Coimbra

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