segunda-feira, 23 de setembro de 2019

MISÉRIAS DE DENTRO

Misérias internas, podemos citar infinitas,
tantas que nem se pode contar,
malignidade de tantas formas, tortuosas.
Se apossam, tomam o espírito, deformam.
São invasoras, destroem carácter, nódoas.

Inveja, falsidade, desamor, ódio, indiferença, ira, mentira, furor.
Se for para por todas, muita dor.
Citando cada uma, nem dá para contrapor.

Façamos o seguinte, direi o essencial,
para desenrolar o rolo, sem enrosco.
Misérias de dentro, ocultas, disfarçadas,
são pensamentos, vontades, ruindades,
que sentem prazer em destruir, ferir.

Alojam-se como proprietária sumárias.
Atacam de diversas formas, sem normas.
Procuram suas vítimas, escolhem.
Requisitos são de acordo com o pedido.

Mas como contra atacar esta pobreza,
que é decadente, impertinente, ofende?
De imediato, reconhecer o fato, de fato.
Perceber as infiltres, as fincadas.

Nem sempre se sabe de onde vem,
menos ainda quando a forçuda retraca.
Prepare-se, para o acerto, sem desconcertar.
Não deixe se contaminar, se afasta.

Se pelo desinteresse, o afasto não der,
se ajeite com dignidade, fale reto.
Não desperdice meias palavras, seja sincero.
Corte o mal antes do coloquial, o certo.

Após o ato de bravura, saia de perto.
Se fie em seu compromisso, prossiga.
Deixe os desvalos, esqueça os vassalos.
Seja farto em riqueza, seja rico por dentro.

Atitudes devem ser o esplêndido.
Lindura de comportamento, de bons feitos.
Quem buscar tais feitos, o bem sempre terá proveito.
O mal passará de largo, a vida terá sossego.

Nilma Da Silva Coimbra

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