quarta-feira, 11 de setembro de 2019

VIDAS VAZIAS

Vejo todos os dias nas veredas, nas alamedas, nas ruelas sem saídas,
almas escondidas, perdidas,
a procura de subsistência, em clemência,
sem rumo, sem resistência,
em dureza, a frieza peita, ruindade se deita.

Verdade se esquiva, não aceita.
Em vez da coerência, o descontrole reina.
Jogos de palavras, comprazem na desfeita.
Equivocados, indefinidos, sem destreza.
Cambaleiam, desnutridos em fraqueza.

Negam a Deus, mas conhecem seu poderio.
Agem sem compaixão, do bem desprovidos.
Desorganizados, mal informados.
Estão sempre em queda, danosos.

Falam de amor, rejeitam a dádiva.
Falsidade é o seu mandamento.
Exterior é a busca vendida, emprobecida.
São andarilhos errantes, sem alcance,
sem metas, nada a planejar.

Destino incerto, certo que a morte os espera.
Invisíveis, prontos para o mal fazer,
vivem por viver, sem razão para ser.
Homem algum poderá lhes salvar.
Deus, o único que os pode livrar.


Nilma Da Silva Coimbra







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