terça-feira, 10 de setembro de 2019

SILÊNCIO

 Tantos silêncios estão a vista, tantos outros na obscuridade,
seu valor é inigualável, desejado, cobiçado entre os que são atingidos pela estrepidez.
Só no silêncio podemos ouvir o que é vital, de importância supra.
Ao silenciar o exterior, o interior se expõe, se abre para o som da alma.

Embora nem toda ausência de som, represente o descanso, o deleite,
silenciar, é um ato de meditar,
calar vozes que interpelam,
deixar a mente se equilibrar, raciocinar com leveza, clareamento, organizar.
Ouvir só o que deseja em melinas,
em total harmonia e desprendimento.

Fechar as portas para a discresia,
abster de novas expectativas em filas,
abrir o entendimento para as questões desapercebidas.
Respirar o ar da fragrância mais suave,
sentir a renovação no ser, sem do tempo perceber.

Sons são de muitos feitios, com estampados e alaridos,
de tantas feituras e granhidos,
mas o som oculto da quietude,
traz calmaria, viscitude, ares de serenidade, paz em sossego tênue e livre.
Alivia a alma e refrigera, traz formosura.
Desfaz o cansaço, refaz, traz força viva.

Silencie, harmonize, equilibre.
Fique firme. Não desastabilize.
O leque de possibilidades é infinito.
Há abundância de indícios, enfatize.
Apague sons de atropelos, que entre a voz do silêncio, o som mais perfeito.

Nilma Da Silva Coimbra









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