sábado, 5 de outubro de 2019

VOCÊ PROMOVE A PAZ?

Todos querem e pedem a paz,
Por todos os cantos e recantos,
A euforia é calórica, todos clamam:
Paz queremos, paz desejamos!

Mas será que ela está dentro de nós?
Onde ela começa e termina?
Posso repassar o que não possuo?
Alguém sem paz, pode entedê-la?

Violência grita, saltita e repica,
Todo universo imerso nesse despautério,
Salvo poucos renascidos, inconformados,
Que libertaram-se, desprenderam-se.

Posso ser a paz, quando há fúria em mim?
Falo da paz, mas a raiva explode quando sou desapontada?
Ergo a bandeira, vou as ruas, paz digo,
e se alguém me afronta, revido a desfeita?
Que insurgência de atitudes onde a discrepância é impune?

Homens que exaltam a paz, também exaltam a guerra.
Mulheres que bradam a paz no lar,
são as primeiras a fomentar a discórdia,
Gente descontente, sem rumo, petulante.

O que fazer diante deste conflito?
Se somos tão divergentes, incoerentes,
podemos propiciar a paz indulgente?
Reflita este proeminente, enfrente:
Promovo a paz, tendo furor sagaz?

Nilma Da Silva Coimbra

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