terça-feira, 17 de dezembro de 2019

CORACAO SELETIVO

Sinto meu coração adormecido.

Não sinto dor, não sinto nada.

Apenas o amor raro, aparece e me aviva.

E nestes relâmpagos de momento, sinto, estou viva.

De tantos males e pesares sofridos,

Meu coração se calou para o que lhe feria,

E a cada dia de vida, convive com a dor, mas já não grita,

Não por causa da lida nem dos tropeços que propicia,

Mas porque não mais soma tristezas, e só acumula alegrias.

Nesta anestesia que amortece emoções frias,

Crio em mim um coração seletivo;

Que só entra o que vem a dar sentido, que vale a pena ser vivido.

Assim como as flores abrem para a primavera,

Assim meu coração escancara para o amor de Cristo,

Que deságua no rio de todas as belezas que afloram num tempo sem fim.

Nilma Da Silva Coimbra 

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