terça-feira, 20 de outubro de 2020

CAMOFAS

 Deixo aqui nestas entrelinhas um parágrafo   Quero abrir o feixe de palhas do milho grosno.   E em versos de poemas e prosas lhes contar   As armadas dos runeiros que é a embrulhada

Camofas tem sem as telhas, sem as farofas
É as franchetas sem o bicho palha, zerada
Que tem que usar de inteligência, articuladas
Essa é a camofa dos golpeiros, das ciladas

Tem camofas da pesada, de piratas fenigras
Coberturas de latas enferrujadas, caroçadas
Que de tão enroladas, o nó se embaraça, rune
São as maracas da mandinga, dos fios narcas

Camofadas de berilo, de plintadas, malhadas
Trambiques do açoite, das carruagens tridas
Trapaças das gôndolas, das conibras fonas
Truques das canálias bravas, caídas, fracas

Traquinagens das pretas, para drenar, trotar
Trifuras de arrepiar, farras de fazer gomas
Bolonhesas de piradas, tortifas de panufas
Arremessos de água pelante, confaças putre

De fato, existem tantas armossas de runas
Feitiços em fase de sumiço, bunindo, finindo
Pondo um ponto no pronto, indo em definitivo
Encerrando a etapa dos fios luna, a liga cruna
 
Muitos desconhecem as redes e peneiras bin
Que a todo instante, sem trégua, são trilhadas
Por runacas de coração, amam só a destroça
Palhoças, armadilhas de duas vias, ida e volta

Sosseguem vossas almas, amados de Deus
A todos que estão do lado da benitude altema
Todas as camofas e danosas, estão no fogo
Sendo exterminadas, triunfo vinal do Deusmor

Nilma Da Silva Coimbra

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