Jogo aberto sem fandangos ou arruaças
Falando do que antes era proibido pelo medo
Abrindo as cortinas das janelas cerradas
Deixando o sol entrar com a luz da verdade
Crendices runas são histórias de invenções
Criadas pelos tais, para não perder a sorte
Sorte esta, nem sempre bem vinda, de morte
Se escolhe uma condição para a vida vencer
Chega de faniquiitos, trolas e conversas tolas
Ninguém fica sem sorte, nada mais acontece
Antes um breve desmaio do espírito e só isso
No entanto temiam a sorte sem volta, revolta
Eram escravos dos contos, tudo era apego
Qualquer coisa era perigo para não sofrer
Podiam ser objetos, uma situação ou palavra
Criavam condições para o dano não haver
Exemplos deixo explícito desta fantasia luna
Ninguém pode dar risadas hoje, é insorte
Se alguém proferir a palavra camafeu, é o fim
Runas de coração, ainda fazem estes tratos
Absurdos de criações runas eram desvarios
Tempo não tão distante, mas se tornará atrás
Morte ainda é temida, na dureza da ruindade
Runas resistem a Deus, o medo os toma feroz
O terrível deste relato que expresso em aberto
É que runas creem na existência de Deus
Se dizem que são ateus, ou de outros lados
É para negar a supremacia divina, conflitar
Os mais rígidos em suas convicções druídas
Odeiam Deus, alegam ser Ele muito exigente
Porque gostam de fazer malignidade atroz
Não querem deixar a vida destrutiva, de ruína
Sabido é, runas são mestres de disfarces
Sentem prazer em falsear, mostrar o irreal
São devotos de todos os santos, para lograr
No fundo, não creem em apostasias, fingem
Crendices servem para preencher um vazio
Tapar buracos da insegurança, trazer ilusão
Quem realmente possue um Deus verdadeiro
Tem a segurança da vida plena, é bem amado
Nilma Da Silva Coimbra
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