Gabriela, sem cravo, sem canela, sem doce
Sorrindo, toda esguia e faceira com amigos
Bem vestida, contando vantagens e fitas
Me viu e logo disse: "Oi amiga, tudo beleza?"
Disse que sim e continuei a trolar sem pressa
Logo começou a exibir sua lista de babados
Sem restrição do nada abriu a boca, detonou
Suas falas eram tão rápidas, pouco entendi
Desespero para contar, ânsia de ser notada
Amigos a gargalhar, sem motivo, risos banais
Alguns eram de seu bairro, outros engajados
Após uma hora de conversa jogada fora
Resolveu indagar a meu respeito, saber direito
Quais as novidades, pois não a via há tempos
Então foi que eu falei por cima das lutarras
Não foi conversa de canto, mas foi prosa rula
No entremeio falei de Deus e de seu valor
Expressei meu amor, o que é Ele para mim
Sem enfatizar, para a leveza pairar no ar
De repente me assustei, Gabriela destonou
Ficou de olhar ressabio, não gostou e disse:
Amiga, te considero muito, mas sou sincera
Desculpe se não gostar, mas falo o que penso
Respondi, tudo certo entendo tua posição
Ela então continuou com seu argumento
Menina, menina, pára de trolar conversa fria
Que não dá liga, que desanda a massa
Faz o bolo ficar na batuma, e criar casca
Disse a Gabriela em tom de brava, retruquei
Menina, tu és mais menina que as pequenas
Planto a semente do amor, por onde for
Não tenho vergonha de frisar minha fé maior
Sei e tenho certeza, que falar de Deus é mais
Se eu fizer um bolo, vai crescer e multiplicar
Conversa fria é falar de mentiras adocicadas
Discordo de ti, verás que Deus é tudo em tudo
Depois desse diálogo, pedi licença e me fui
Sai daquele borralho sem sentido, de vez
Nunca mais vi Gabriela, nem sei onde está
Alguns eram de seu bairro, outros engajados
Após uma hora de conversa jogada fora
Resolveu indagar a meu respeito, saber direito
Quais as novidades, pois não a via há tempos
Então foi que eu falei por cima das lutarras
Não foi conversa de canto, mas foi prosa rula
No entremeio falei de Deus e de seu valor
Expressei meu amor, o que é Ele para mim
Sem enfatizar, para a leveza pairar no ar
De repente me assustei, Gabriela destonou
Ficou de olhar ressabio, não gostou e disse:
Amiga, te considero muito, mas sou sincera
Desculpe se não gostar, mas falo o que penso
Respondi, tudo certo entendo tua posição
Ela então continuou com seu argumento
Menina, menina, pára de trolar conversa fria
Que não dá liga, que desanda a massa
Faz o bolo ficar na batuma, e criar casca
Disse a Gabriela em tom de brava, retruquei
Menina, tu és mais menina que as pequenas
Planto a semente do amor, por onde for
Não tenho vergonha de frisar minha fé maior
Sei e tenho certeza, que falar de Deus é mais
Se eu fizer um bolo, vai crescer e multiplicar
Conversa fria é falar de mentiras adocicadas
Discordo de ti, verás que Deus é tudo em tudo
Depois desse diálogo, pedi licença e me fui
Sai daquele borralho sem sentido, de vez
Nunca mais vi Gabriela, nem sei onde está
Só sei que não me curvo aos impositores
Que querem me convencer de Deus não falar
Se teus amigos disserem, isto é papo vesgo
Replique e não se atemorize, enfrente o caso
Querem calar a voz dos salvos, em vão será
Replique e não se atemorize, enfrente o caso
Querem calar a voz dos salvos, em vão será
Nilma Da Silva Coimbra
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