sábado, 19 de setembro de 2020

AS MINHAS PASSAGUARDAS

Lutas em guarda tenho passado, reviradas
Forças maléficas da ruindade para destruir
Todos os dias sou caçada, perseguida ripa
Empenho sem trégua para por fim na obra

São cães cheios de ódio e inveja estupor
Ora estão bufando em gritos de furor
Ou são ternura de capa, rebustes de amor
São mesmo a massa podre, caleficina vil

Dias de tormento, que resolvi esboçar
Tendo tarefas a cumprir, realizar a tempo
Explanar a contento prosas e sofrer abalos
Seres de ruindade suprema, embora doidos

A cada dia ataques de lados amploformes
Macumbas e feitiços em multiplicidade
Grupos se reúnem para destroça noturna
Banro, banjo e tralhas, enviadas a revelia

Inteligência quase zero, maldade graduada
São atingidos por Deus, por males infusos
São tão pérfidos, trúcidos, parar jamais
Estão a beira da confina, cansados, fracos

Jogam, lançam tretas com réstias e sobras
Nada mais temos dizem, mas enfrunham
Buscam gente do peri, para encerrar a joça
Guerra de torpedos, de nervos, de malhas

Esteja eu acordada ou em sono, sou visada
Sonhos invadidos, manipulam o enredo
Conflitos os dominam, pouco discernem
Fazem groinhas para sonar, depois insonar

Se o mal não for desferido, dor de funa age
Estão cegos, não veem cor, mas se calam
Querem viver, morrendo, a qualquer custo
Pelos seus embates, Deus os toca na risa

Não amam ninguém, são frios, gélidos
Conhecem a Deus, mas o renegam sempre
Se consideram auto suficientes e imunes
Em total degradação que estão, doentes

O que me faz viva, e me traz livramento
É o Deus do amor, que me resguarda, lavra
Permite que eu sinta as ferôdias, doriundas
Pressões algozes muitas, morte vetada

Se estou lúcida, viva em espírito e carne
Devo ao meu Pai de amor, meu protetor
Não fosse sua intervenção, morte deveras
Agora entendem porque falo tanto Dele?

A causa já está ganha, Deus no comando
Prossigo até o fim desta guerra travada
Eu presente ou ausente, tudo consumado
Na reta final, fechando a caixa de segredos

Nilma Da Silva Coimbra

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