sexta-feira, 4 de setembro de 2020

O PRAZER EM PERTURBAR

Convenhamos, é imensa a lista de fiúzas
Gente de mente pequena, frieza posta
O prazer de destruir em multiformas
Atingir o ponto fraco da vítima até danar

São de categoria das grossuras difusas
Gente de nome, mas de ruindade biúna
Acima de tudo vem o satisfazer perecer
Quebrar estabilidade, matar o bem estar

Os meios para as infusas são ferrentes
Há um prazer maquiavélico em desferir
Por todos os meios querem inferir, zunir
Usam a capa do encobre, e fazem o bolo

Gostam da sabotagem, da coturna puna
Tudo que tiver a disposição, para a buta
De longe ou de perto, conforme der linha
Balas vem de todo lado, até estilhaçar

São de camotinar, se juntam em bando
Fazem trocas de flancos, querem drenar
Usam forjas de garantos para viezar
Usam tribuletes para vencer o tribunal

Garfinetes de cisuda, pontiagudas, fisas
Carapacas de renome, dobradiças doble
Benzoatina de galanto, pentato verde
Purpurina de granila, benzoato benzila

Maldades fazem em piquetes ou vanto
O que a condição der, o que a tina puder
Pode ser em casa ou fora, é o vale tudo
Na palavra da onça, ou da benuza avulta

Não há regras, há sim extermínio, drida
Destruição no enlevo, na cachaça pinda
Enfiuzar, é o nome da empreitada agora
Para destroçar por dentro com ferrantos

A todos os afetados por estes vândalos
Saiam desta cozima de ferver, decoste
Só os da enlima do altíssimo, os blantos
Não serão atingidos, os da primeza plin

Nilma Da Silva Coimbra

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