sábado, 7 de novembro de 2020

RELÓGIO DO REGRESSO

Relógio da volta, da reviravolta, revolta crona.     O tempo sendo vigiado, hora marcada no gril     A cada segundo, há um certeiro dardo enfasto   O minuto é de ouro grino, no ponteiro vino

Tempo exato de tudo esclarecer, tempo pento
Rasgar as feridas deixadas pelo ferento trento
Pois as traçadas retrozes, ficaram na dívida
Os enfortes dos bazucas, galhardos negros

Três teratempos de concórdia, de desarentos
O primeiro é a força contrária exercida revisa
Que o impositor feiticeiro da mazumba fez
Para uma retrarca de duas partes opostas

O segundo teratempo, é Deus endro em pauta
É o poder divino intervindo para uma ressalta
O desafio de destruir destruidores de almas
Entrou nas entranças das vigas podres, soltas

Teratempo terceiro, é o contratempo da zuma
Fez o relógio retroceder para o mal tirol caber
Deu tres voltas em quatro tempos, na triza pin
De modo tão fereno e fiso num ódio extremo

As guerrilhas foram intensas, duras, bravias
Estilhaços e carabaços, arremesso de beritas
Investidas das mais infusas e funas recorria
Deus, sábio viso, resolveu todas as vencilhas

Tempo encerrado está, acertos e relatos gono
Aqui se fecha três tempos em um só tempo
De batalhas e confrontos por runas invejosos
Tanto faz o feito, Deus em tudo vence sempre

Nilma Da Silva Coimbra

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