Conversas de falsear, driblar é zuambe
Termo antigo dos ingleses das docas
Língua saqueada por africanos zunos
Em passagem, levaram como donos
É a prosápia das falácias, das piruetas
São as palavras podres, soltas, fúteis
Para desmerecer, iludir, engambelar
Ditas a grosso modo, tirando a visão
Palavras de entremeios toscas, farreio
Usadas para distração, corte do apaga
Histórias contadas e no final zumbear
Para serem pouco lembradas, imprecisas
Os busangas, contadores de mentiras
Inventavam as milongas mais furtivas
Nas paradas, marinheiros se divertiamOs mais astutos, riam da marmelada crua
Tais milongas de desafios, se esparramou
Hoje alguns usam como tática de queima
Lembrar o que for de bonanza, depois zerar
Fazer a valsa tocar, até onde ela for linfar
Te espreite nas conversas de zuambe
Hoje com sabores de muitos doces e fitas
São para fazer do boato um fato, e cortinar
Fique no observo, o zuambe quer aprontar
Nilma Da Silva Coimbra
Nenhum comentário:
Postar um comentário