domingo, 26 de janeiro de 2020

ÁGUAS LIBERTADORAS

Águas que jorram num derramar
Saem abruptamente num contínuo,
Fluem sem indagar, para onde vão estar
Saem em desespero, fugindo da sucursal

São volumes excedentes, que extrapolam
Não temem os interferentes, são veementes
Correntes de água que golfam sem cessar
Desaguam para fins certos, encobertos

Líquido de todo ser vivo, energia pura
Nascente deste planeta, dono se fez
Importante se tornou, quem o destituirá?
Nada se faz sem o fluido, é o senhorio

Estão a cumprir um desafio de broma
Que não foi difundido, medida preventiva
Por amor a uma causa, nobre e de gama
Para muitos terem o benefício vitalício

Seu bramido soa alcaparras, estampidos
Veloz e destemida, grita sua presença
Vai percorrendo lugares ermos, sedentos
Cumprindo seu destino, devolver o ledo

Incontáveis são seus segredos, límbidos
Quisera poder decifrar, há contículas
Breve será visto seu gotejar implenue
Por todos os recantos fluentes, soluentes

Nilma Da Silva Coimbra

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