domingo, 19 de janeiro de 2020

LUZ DA VIDA

Assim vivo, respiro, como, durmo, dia após dia, hora após hora

Numa constante espera do comprimento esperado,

Ditado e determinado por aquele que é e sempre será;

Vejo a tua luz, onde não há; sinto a tua luz, quando ninguém sente,

Alegro-me na insignificância do momento,

Reconheço que não mereço, pois como poderia premiar-me pelo meu pecado?

Quem pode afirmar convictamente “sou livre do pecado?”

Descanso debaixo de tuas asas, e nos teus braços continuamente te abraço;

A luz que vejo, está em tua luz que me alimenta, que me sustenta;

Luz que não está onde meu olho está, luz que brilha além da luz do luar;

Esta luz, única que rompe a escuridão de toda alma,

Luz que resplandece e ilumina toda negra sombra da morte,

Que não tem fim, e tem sua fonte inesgotável no Deus supremo,

Luz que é a única razão da minha existência.

Nilma Da Silva Coimbra

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