terça-feira, 21 de janeiro de 2020

MEU ESCONDERIJO

Fuga de escape, meu esconderijo
Meu lugar de refúgio, minha querida vila
Ao longe vejo os altos montes, e a neve
Estou na relva densa, extensa, molhada
Uma casa de madeira apenas presente

Neste recanto, me encanto, a vida é viva
Venho para sair da rotina, da estafa
Aqui encontro aconchego, meu chamego
Sem acompanhante, mas feliz, satisfeita
Nada aqui me atormenta, sinto sossego

Me sinto num grande jardim natural
A grama rasteira nativa, verde lustrosa
Me convida ao assento, a meditar
Inspiro o ar da leveza, solto o peso
Caminho serena, refaço os percalços

Nas andanças do percurso, confabulo
Minhas idéias, meu pensar, meu falar
Encontro conhecidos a cumprimentar
Continuo a andar e sinto a paz do lugar
Minhas pendências ficaram lá, na lida

O tempo voa com o vento, não percebo
Corro e vibro, salto de alegria festiva
Esbanjo minhas risadas das façanhas
Deito no tapete verde de paina, relaxo
Olho para o céu e falo com Deus, me abro

Momentos especiais com o meu eu
Valiosos, de formosura salutar
Sempre que puder, aqui vou estar
Descontrair, deixar todo meu ser fluir
Neste cantinho particular, meu retiro

Nilma Da Silva Coimbra

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