quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

TINTILAS DE TEMPO

Há tintilas de tempo, tancendo ferrilhas
Que meu corpo está no desencaixe
Ora se esvala nas arestas das benálias
Por outro desvario está em lentidão
Cada passo avante, uma batalha ferrida

Que fazer então, neste torvidão de fusas
Para arrastar meu aço de dentro, grefesar
Junto meus arremessos de fentros
Ergo minhas argas intras, num fomento
Dou as costas para o guensado, reajo

Não temo a finália doce nem a amargada
Prossigo em meu propento de inventos
Desejo planúrias alçadas e alargadas
Fazentos da melhor escala, altos enlevos
Meus anseios são danúbios colorinsais

Enquanto a relva estiver florípia, verdia
A chuva serodia ainda me invadir, penir
E o céu e o sol irradiarem luzes vitais
Ainda aqui cá vou habitar, até os confins
Perpetuar num tempo, o de Deus, pinçar

Nilma Da Silva Coimbra

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