domingo, 26 de janeiro de 2020

FREMEGOS (sofrimentos)

Quantos desacertos sofri, desafetos
Muitas pelegas passei, enfrentei
Arcapaços de tantos lados e contrastes
Desferidos foram muitos os retrozes
Algozes de truques tunísios, perfídios

Armados de forças repugnas, injustas
Cravei torontos de guríndias, entraves
Conheci feríndias profundas, infindas
Destratei o que me infringia açoites
Pois o tal era o espírito negro vanguver

Retaliações vieram pelos seguidores
Almejaram intentos sórdidos, calhordos
Fizeram dardos de peregos e alçaram
Cavucaram ibiúnas para me destroçar
Desfizeram acertos para me afrontar

Perdi muitas embrenhadas de vivas
Cassei argurões de fibras congruentes
Desbotei no laço vasos de perfurentes
Fintei agulhas de vibrões em querentes
Guardei minhas amarras de perentes

Confiei em armadas de pintadas podres
Cavalguei por feregos de confrontos
Divaguei por ondas de calhaços tortos
Entrei por casas de penumbra fiorte
Desnudei minhas moradas, fraldei

Coloquei aos pés do morto as botas
Encerrei o desfecho das tortas finotas
Calquei fundo meu pisar e dei as costas
Desfigurei os conformes e dei o trato
Nada deixei de lado, configurei o prato

Nilma Da Silva Coimbra

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