quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

VASO, QUAL O TEU DESTINO?

Tu és barro, da terra e do pó és formado
Começo e fim segue o teu formato
Por Deus foste formado, oleiro do amor
Num momento, criou seu maior invento
O vaso, pote, caçamba, cada um ímpar
Da matéria informe para uniforme
Do nada vieste a ter um molde, um nome
Moudou cada peça, com beleza única
Mesmo barro, fez diferentes vasos
De todos o tamanhos e feitios
Vasos fortes, sem rachos, sem frestas
Tantos, que não se pode contar
Todos os dias novos vasos, preciosos
Para todos os cantos e recantos
Ao mundo levar o encanto, o acalanto
A palavra do alto, nos vales e fortalezas
Cada vaso um conteúdo específico,
Vasos de honra, que trazem o alimento
Sem temor de quebradura, com bravura
Até o dia de serem desfeitos no dia chamado
Para serem refeitos em vasos perfeitos
Vasos de pura luz, luz que transcende
Incomparável é o destino dos luzentes

Nilma Da Silva Coimbra

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