sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

FERVILHÕES INVISÍVEIS

Dura a presteza da fornada
Enfortes se rebelam, revelam preparadas
Para o abate, desinformados
Fazem festões, sentinelas de arrazo

Deter os galpões de ferrazo
Somente por frentaço, no regaço
Ser destemido, pois a batalha é rasgo
O invisível é o inimigo, do lado errado

Uma luta sem tréguas, desgalgada
Com feras transparentes, resvaladas
De tamanhos vários, todos destrutivos
Feições sem trato da escuridão,
Permeiam as valadas, são irreconciliáveis

Decisões incisivas e determinantes
Devem ser tomadas, não retrozes
O mal absoluto numa peça de obscuridade
Tanta escuridão, não há outra hipótese
A não ser banir do planetário, extinguir

Nilma Da Silva Coimbra

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