quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

RULINDA

Rulinda é uma mulher belosa, galosa
Tem o corpo da gazela florada, garbosa
De bom trato, sabe de seus pronomes
Vestimenta de alta classe, esguia
Vibra cada saída, deslumbra, denota

Versátil, de muitos gostos, volátil
Eclética e glamorosa, puro charmesim
Gosta do brilho, da luz que a vislumbra
Seduz o que deseja, sem sequer motivar
É sociável, de bons modos, mas arredia

Causa sensação, no sorrir, no falar,
Seu olhar tem muitos dizeres, fermeia
Desperta inveja de muitos, não liga
Passos largos, um parecer seguro, duro
Anda ligeiro, por tempo indeterminado

Na praia é conhecida, o mar a fascina
Ama o bronzeio da galeza, jambo mel
Desfila quase todo dia, ereta, imponente
Passeia deslizando, trajes finos se serve
Seu alvo é ser conhecida, engrandecida

Tem metas específicas, bem antigas
Muitos sabem de seus sonhos, devaneios
O que não veem é a verdade escondida
De procedência obscura, disfarça o fato
Espera um ato advir, para se expandir

Seu nome prediz seu destino, desincerto
Por dentro é o oposto de sua fina riqueza
Encobre pensamentos nada nobres
Destruidora prima do bem, derruba
Faz infernos nos corações, é corrosiva

Rulinda, ruinda, não conheço esta vida
Se existir, está em sérios riscos, peligro
Ruindade transborda, amor, só por fora
Embora seu corpo sugue almas famintas
É de índole má, malima, de couro cru

Alerto os inocentes, os sábios do assunto
Que dizem entender do belo, da lindeza
Pessoas de rara beleza podem ser feias
Revestidas de brilheza, ofuscam, iludem
Aparências enganam, mas é desejado

Nilma Da Silva Coimbra

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