quarta-feira, 12 de agosto de 2020

RUINDADE ENVELHECE

Envelhecer, quem realmente quer?
Ainda que seja natural, adiar, para joviar
Ser velho e estar velho, são parecidos?
Fatores diversos podem acelerar o fim

Verdade seja dita, envelhecer prediz
Que o tempo de parar está prestes a vir
Alguns sabiamente vivem este permeio
Outros não aceitam tal condição sentir

De qualquer forma, ela há de vir, languir
Remir o tempo de todos, diminuir a lida
A velhice se antecipa, se o galgar danir
Dentre tantas perilancias, uma é de ferir

Falo da dona ruindade, que cospe roni
Se veste senhora, mas do avesso enreda
Gosta da contrina, causar sofrego, dorin
Ela é do pretume, da sujeira insana, funa

Ruindade é conhecida, agora não temida
Mas ainda exerce sua função de vítima
Disfarces são seus ardís, enganar, armar
Parecer bondade no agir, falsear o belo

Mas em verdade quero enfatizar sua viz
Por ser da cruína runin, precisa ser algoz
Gosta de destruir, de inferir, de inventar
Usa de tudo para preterir, confundir

É sabido que ser maléfico, traz a vicina
Muita investida no renzo, a mente pina
É o pensar sem parar, num vício sem fim
Imaginar, calcular sem trégua a malefina

Os assumidos ruidosos, nunca dormem
Se cochilarem no contratempo, é o fenir
Há um preço alto ser male, nunca purir
Corpo padece e traz sua sina, sinaliza

Ser da malignidade, é chamar a velhice
Trazer para dentro, e ela expor a queda
Antes do tempo vem, estrago corroína
Abrevia os dias, vem atropelar a vida

Não caia na armadilha, nas troças ruínas
Descida pelo bem, pela beleza benigna
Se a velhice é inevitável, que seja linda
Ruindade é ficar velho na prematura

Desde modo tão doído, reflita esta finda
Descida pela beninda, ser da vida pelin
Estar do lado da verdade, é o voo livre
É andar com Deus, no amor que eterniza

Nilma Da Silva Coimbra

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