A hora chegou, o tempo é o já presente
De falar e expressar o que está na urcaBotar a boca no trombone, e abrir a voz
Soltar o verbo, dizer o que sente, na ruta
Repressão por séculos, medo de morrer
Causada por ameaças e forjadas zunas
De um demônio antigo, que fez a ruína
Destruiu muitos homens para prevalecer
Aviso aos desinformados, aos perdidos
Que o bilinca da foice, já não mais existe
Livres estão todos para expor a penga
Nada pode mais calar vossas vozes
Muitos já souberam da notícia, retraem
O medo de serem banidos ainda ferve
Os mais inteligentes tiraram as amarras
Regras runas, invenções runices tiradas
Quebrem as algemas que vos prendem
Soltem dos tabus impostos da burrice
Não permitam a escravidão vos dominar
Acordem, tirem o véu negro, sejam vivos
Agora todos são da mesma fôrma, carní
Embora nem sempre igual no pensar
Os que teimarem ser da malina, morte
Aos da boa sorte, são os benis, de Deus
Reafirmo aqui, e em outras prosas mais
Que os convertidos da promessa Desevi
Terão abundância, alegria lídia, sintra
Verão o eternizi, inabaláveis e felindos
Nilma Da Silva Coimbra
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