Poeta que é nascente, é flinto
Que tem o dom no sangue carmesimEscreve o que sente, é inerente
Certamente de todos é conhecido
Fala o que o coração pede
Não precisa mentir nem falsear
Sai as palavras, sem muito reflensar
Não inventa, para atrair ventania
Cria palavras, não interesses
Recria a vida, do que entende
Poeta é do amor, para amar
Sonhar no velejar, também no vencer
Se tocado, seja o querer bem
É expontaneo, expõe suas tilesas
Não há poeta da veridia, que faça poesia
Sem que ela esteja dentro, concentro
Pode ser que haja outros tantos
Poetas das superfícies, turistas
Fazem poemas de desanúveos
Ainda existem os atravessadores
Poetizam para atravancar, driblar
Poeta de cedro, é de brilho
Não se pode arrancar, é cravado
Na posição solene, de pé em honra
Se quer tal pleito, repense seu conceito
Tem que ter a raiz da vida, da infíndia
Poesia da cristalina, é presente Delina
Delina: Muito de Deus
Nilma Da Silva Coimbra
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