segunda-feira, 15 de junho de 2020

O VELHO E O NOVO

Há quem goste de coisas velhas, antigas
Se valer além do sabido, o gosto se apura
Mas se o velho se torna descartável, bina
Assim o velho perdura ou bem se desfaz

Entre modernismos e novidades vivemos
Tecnologia avançada temos, queremos
Ânsia de rapidez, mudanças almejamos
Será que estamos prontos para tanto?
Velhos conceitos devemos abandonar
Porém, bons costumes é melhor ficar
Nem tudo que é antigo, tem que se livrar
Ensinamento de valor, não envelhece, dita

Dentro de nós, o que nos corrói e destrói?
O velho mandamento que não soltamos?
Ou a liberdade de ser, de fazer acontecer?
Então é preciso avaliar, pesar, estabilizar

Raciocine e analise neste pensar, foque
Velho e novo se mixam, ou se separam?
Não há novo, sem o velho, isto é vero
Podem estar unidos, mas há separação

Um ínterim, quero abordar, para clarear
Há novo que só vem, se o velho não estar
A reposição é necessária para se renovar
Folhas novas para a vida perpetuar, florar

Se a velhice do homem é inevitável, real
Um novo pode nascer e o interior mudar
Sai o velho homem, com a velha mentira
Entra o novo homem, Deus sua certeza

Nilma Da Silva Coimbra

Nenhum comentário:

Postar um comentário