segunda-feira, 15 de junho de 2020

SEM JUSTIÇA NÃO HÁ PAZ?

Pela causa antiracista, se trava batalhas
Protestos, manifestações trazem a pauta
Em todo mundo se fala do fato ocorrido
Um negro foi morto, por um policial nardo

Desde os tempos áureos, persiste tal ato
Há uma guerra contínua, entre as raças
Uns alegam ser de um lado, outros calam
Neste tempo de confisa, há o enfoque
Racismo ainda se mostra, só de negros

Quero ver a porta aberta, dos dois lados
Quero ver o lado de dentro, como de fora
Há racismo em todo lugar, como negar?
Mas o racismo contra brancos, muito há

Em turbulências e trancassos se recita
O povo grita: "Sem justiça, sem paz!"
Que justiça se refere tal proclame alto?
Dos homens para ser posto à limpo
Ou da justiça pela força, pela trinchada?

Que paz se refere os desautos, de fato?
A paz da harmonia entre os povos bastos
Ou paz entre os da mesma compelação?
Paz do alto, nem comentário permeia

Justiça é vista ou será neste mundo?
Muitas vozes a exaltar, conhecem a paz?
Se juntam para contestar, o que apraz
Justiça e paz se distinguem e se somam
Agem de forma única ou se dividem mais

Fala -se muito em justiça aqui é acolá
Seja qual lado for, ela é fiel e age a favor?
Paz, onde ela está? Está para quem ter?
Justiça e paz neste mundo, é parcial

Lhes digo uma verdade, de doer, acredite
Há negros que não gostam de brancos
Negros que rejeitam sua própria raça
Outros odeiam negros, brancos, pessoas
São taxativos: "Não gosto de gente!"

Sim, há brancos que discriminam negros
Para eles, só a cor branca é de presteza
Convivem com todas as raças, se preciso
Muitos no entanto, fingem gostar, aturam

Todos os negros são justos, elibados?
Devemos defender homens sem avaliar?
Será que todos o brancos são desleais?
Negros ou brancos, são todos íntegros?
Só através de Deus, justiça é cabal, plenal

Nilma Da Silva Coimbra

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