sábado, 24 de agosto de 2019

O GRANDE CONFLITO

Dia de luta forçuda, de garra afiada,
soltando felpudas, sem termos.
Distante do sono, descanso fugiu.
Corpo em sustenido, alma atenta.
Luta após luta, sem trégua, alerta.

Horas a fio, no confronto de muitos desafios,
Não desistindo, nunca regredindo.
Compromisso assumido, voltar atrás,
dei adeus as fatinhas, agora sou navio negreiro.
Vejo com olhos de lince, não aceito reprise.

Desisti de muitos sonhos, para alcançar o inconquistavel.
É preciso coragem, a vida requer embate.
Reagir se necessário, o tempo é hora imprevista.
O bem sempre requerido, desejado.
Não olhar para o desacato, desbravado.

Vestir-se de investida, driblar o fogoso.
Fazer-se de pronto, estando com investiga.
Crer e não crer, histórias são indecisas.
Medindo parâmetros, analisando crianças.
Estar nos sentidos, com a providência desperta.

Terrenos desconhecidos, devem ser infrenidos.
Depois de carapaças desnudas, campear.
Em nada sobejar, mas o todo visionar.
Confrontar é quiçáz, vencer o absoluto, e nem armas usar.

Nilma Da Silva Coimbra

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