sábado, 24 de agosto de 2019

SENTILHANÇA

Convenhamos, sentir pode ser uma escolha.
Há os que preferem reter sentimentos que trazem males para a alma.
Estes são danosos, causam dor, corroem.
Disferem agulhas de farpas ferinas.


Ainda que de momento, o parecer dissimula.
Boas palavras, disfarce do enganador.
O sorriso em desencanto, esconde a ira.
Gestos discretos, ações que rebate o ato.

A maneira de se expor, o impor, a arrogância,
são formas de se banalizar o trato.
Raiva, ódio, ira e cólera, são os que mais matam e consomem.
Primeiro afeta o possuidor do sentir,
o receptor nem sempre é afetado.


Cabe aqui lembrar, que tais sentimentos,
podem ser desmembrados, desfilhados.
Rejeite sentir malignidade, negue o cafena, o confrauto.
Expulse de seu ser, toda raiz amargosa.


Ao contrário do sentir fenúcio, dureza runa,
há o excelente manjar, a beleza do ótimo.
Sensibilidade pelo belo,
sentir a pureza das sensações mais delicadas.


Aprimorar o coração, cuidar, zelar.
Conteúdo de qualidade primeira,
Entrar somente o excelente, resguardar.
Purificar de toda impureza, filtrar.


Que aberta esteja a alma para o amor pleno,
Amor por Deus, amor pela vida, amor pelas pessoas,
e todas as correlações que seguem, em elos subsequentes.


Semelhanças há em muitos nomes que trazem o sentimento maior.
A união, comunhão, solidariedade, compreensão, são forças resistentes.
Paz, alegria, felícia, perdão, gratidão,
jóias raras e tantas outras então.
Que todos os homens lembrem
do valor incalculável do amor verdadeiro,
do amor chekiná, do amor primá.

Nilma Da Silva Coimbra

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