Mentira, mal vista, por ser falsa suas planilhas Não tem base nem sustento sólido, é molissa Expressa por palavras, visões, ou printadas Ela traz a sombra vesga, disforme, rebuscada
Vem vestida de vestimentas caras, luzentrina
Ornamentos de princesa, colares de brilhar
É uma mulher bela de finuras, cabelos de lira
Traz o sorriso solto, gosta de rir com o corpo
Vem suavemente, fala com delicadeza, pausa
Quer a todos agradar, para realizar seu feito
Para frisar sua força, provar sua fidelidade
Usa a espada cruzada para enfatizar a risga
Gosta de barganhar, por índole, joga, sonda
Ouro por ouro, cobre por cobre, vai de solapo
Sua vista é de impressionar, mas irreal, tosca
Cada semana uma festa, para fisgar baletas
Dura por dentro, não dá trégua, engana, risga
Está quase para ser banida, o perigo a sonda
Sua renda está a meio fio, o ramo está falido
Seu nome não condiz com o que representa
Mentira das mais volantas, mantra muito pura
Sua casa é o imaginário de cada um, salteia
Onde está agora moça dividida, será periferia?
Seu alvo são os inocentes, os de belos dentes
Bolsa de prata em escamas, para a invertida
Brilhos de estraz no corpo, traz evidências
Sorrateira, sereia das mandingas, que finou
Agora, mentira, o que fazer, se não há feitiço?
Teus dias contados, muitas armadilhas soltas
Teu ganho está no refaço, vai dar o laço?
O jogo está armado, mas não és invencível
Mentira de penumbra vilhosa, a porta bate
Não são teus anjos, nem teus conhecidos
Ao abrir da porta, o que temes, verás no susto
Mentira, tu serás apanhada na sua astúcia
Adeus, digo já, teu castelo de ouro derribou
Algumas mentalhas para serem trançadas
Mentira, tu serás exemplo de emboscada
Ouro de outros, foste roubada, foste laçada
Mentira, não mais serás achada, esvaecerá
O roubo não mais se verá, esquecido será
Mantra pura, corre riscos de fervura, cuide -se
A verdade prevalecerá, Deus vanto assim fará
Nilma Da Silva Coimbra
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