segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

FAZ DE CONTA

Vamos brincar de faz de conta, de mascarar?Faz de conta que é verdade, essa vida nossa.  Que tudo está muito bem, pensando positivo.  Tá tudo certo, faz de conta, esconde o incerto

Fazer vista grossa, fingir sorrindo para driblar
Mostrar boa aparência, mas só por fora luziar
Não deixar transparecer a morte de dentro
Fazer tipo, um papel específico e tapear muito

Cada dia um abismo, mas sabe, vai passar
Falsear que tudo está no controle, encenar
Criar histórias mirabolantes, ofuscar, sujar
Criar um estilo de vida que faz parecer ser

Esconder sentimentos mais vís, e depois rir
Fingir sempre que é do bem, inventar, iludir
Cantar nas igrejas e nos palcos, usando Deus
Pregar com convencimento, mas é só teatro

Como um procedimento padrão, vão caindo
Desde o alto escalão, até os mais esquecidos
Desde o comandante, e os futuros igualmente
Fazem de conta que estão com o povo, joio

O fazer ser, sem ser, em todo lugar, é a regra
Tratar bem a todos, cumprimentar, o ser visto
Na mente e coração, desejar a morte ferrente
Usar todos os meios para satisfazer o querer

Façamos assim: você finge que nada houve
Eu faço de conta que não sei de nada, nego
Então dessa forma, fica o visto, pelo não visto
Ninguém saberá o ocorrido, e quem vai trutar?

Assim é o mundo dos adeptos da ruindade
Dos que querem servir a mentira e destroçar
Criar um universo de aparências e ludibriar
Tudo é o falso brilho, o belo de curvas gunas

Nada querem comentar, por ser feio demais
Que estão parecendo por dentro, nas vísceras
Órgãos essenciais, não existem mais, é o fim
Agora sem saída, pois o feitiço não pode agir

Sem o óleo de vinil para o corpo lubrificar
Corpo puchado cem vezes, não estica mais
Todos os espíritos runas, não querem ficar
A uindade é nociva, danificam ossos, trizam

Sem as cornalhas que seguravam por dentro
As gomas todas contaminadas para inferir
Só  resta a vontade louca de querer destruir
E a busca incessante de outras fontes possuir

Enquanto isso, fazem de conta que são fortes
Que são unidos, felizes, que vivem para juntar
O oposto é a realidade fenal, agem no silêncio
Para que a dúvida venha pairar, e assim gonar

O fim desta farsa, de tudo ter que sabotear
Está com data marcada para falecer, acabar
Deus não só vê, estes fatos, age diretamente
O "faz de conta", não mais caberá, terminará

Somente um Deus amoroso, pode tudo mudar
Alguns acertos mais, para na nova casa entrar
Ele diz a todos: "Aguardem! A renovação virá!
Um Novo Tempo para os os filhos do Pai!

Nilma Da Silva Coimbra

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