domingo, 17 de maio de 2020

A FACE DO ABISMO

Estamos na face da maior caída refinda
A cada dia uma descida descomunal
O mundo num completo avesso, pertúrio
Nada está em seu devido lugar, fonúria

Século de assolacões, desolacões, ruínas
Não será esquecido estes assombro
Lembranças de dores das mais sombrias
Ainda não é o fim do abismo, há rescaldo

A queda está acelerada, em expansão
Como um vulcão em erupção, desamba
Desequilibrio, desalinho, sem controle
Sem prazo de finar, na face do abismo

Governos sem direção acertiva, refesas
Morte a competir com a vida, desespero
Diante deste terror de prisa, venedita
Ainda há águas que não foram vistas

Mundo que com zelo Deus fez primor
Está por fora de beleza inconfundida
Mas dentro passa por reformas doloridas
Até estar no prumo, muitas condolências

Nilma Da Silva Coimbra

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