segunda-feira, 11 de maio de 2020

AS PANDEMIAS

Sabido e comprovado está um surto enzo
Vírus de alto contágio e percussão
A infecção se alastrou no mundo, pelurou
Epidemia de grande vulto, riscos graves

Na mesma proporção e em paralelo
Há muitas outras pandemias circulando
São outras doenças antigas que resistem
Em nosso país e tantos outros demais

Brasil, é terra amada, mas sabe amar?
O amor tem sido unilateral, eu em alta
Os que podem mudar a história, o fazem?
Com esmero, para si, em nome do povo

Um grande empenho perssiste e infiza
Atos repetitivos em todos os tempos
Governo após governo, os mesmos vírus
A busca pelo poder, a qualquer preço

Oportunistas de brechas para infiltros
De todos os lados para anular o veredito
Destroçar esperanças, desmoronar tudo
Se organizam em quadrilhas, em finisas

Vamos derrubar, retirar o tal "pedranca"
Influenciam espertalhões, sórdidos
Para como numa orquestra em desafino
Em uníssono tocarem a última farsa

O fim desta parafernália, quem saberá?
Guerra de nervos, de fomentos, eclosão
O dia da queima do estopim, prestes a vir
Muitas toalhas jogadas, sedas a rasgar

Quedas de muralhas, quedas de senhores
A subida será sofrida, um equilibrista virá
Teses e teorias de especialistas, cairão
Os imperiais da informação se enclinarão

Desordem temporária, logo restabelecida
Verdades vendidas, mentiras bem quistas
O ser humano é impulsivo, será lapidado
Deus o grande oleiro, modela seus barros

Nilma Da Silva Coimbra

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