segunda-feira, 11 de maio de 2020

MENTES PERVERSAS

Num universo atual de imensidão mali
Comentar sobre almas de butos, intrusos
É o comum mais engraçado, quem liga?
Farei então uma abordagem extrema, fisa

Astutos, ardilosos, disseminam em doses
O intuito é em gotas, trazer dores gonas
Raramente fazem a jato, depende do ato
O objetivo é destruir o selado, abater

Você até pode não crer, entender exagero
Sim, parece uma história de nós roscados
Vejo o teu lado, mas descrevo meu passo
O que conto nestes versos, são de fato

Por séculos espalharam desgraça, drifas
Pela prostituição, divisões diversas
Idolatria a imagens, se fez assim aceita
Feitiçarias aperfeiçoadas, recriadas

Sem parar de estraçalhar, criaram regras
Todas para destroçar, as avessas, corroer
O desejo de corromper, é dominante
Mentes perversas em ação, sem importar

Como obras de carnificina, difundiram
Imoralidade, lascívia profusa, inimizades
Discórdias, egoísmo, inveja, ciúmes, iras
Muitas outras derivadas se multiplicou

Se antes podiam ser donos da maldade
Por métodos mais eficazes e incisivos
Onde o silêncio ditava, ou pena de morte
Hoje estão desprovidos, resta a ruindade

Frios de sentimento, falseiam bondade
Apreciam o bem visto, disfarçam sempre
Não são honestos, mas cobram o ato
Mostram-se inteligentes, assim se veem

Se afrontados ou na berlinda, fingem
Vão as últimas consequências, negam
Correndo risco ou não, nada falam, vetam
Se há palavras, em nível muito discreto

São perigosos, embora digam o contrário
Sorriem, contam piadas, brincam muito
Mas tudo para mostrar um lado irreal
Antes conversas podres, hoje obrigado

Mentes perversas, ainda anseiam o mal
Em todo tempo armam laçotes de aço
São pedras de tropeço, para os corretos
Se não impedidos, arrombam, arrasam

Eis que está no fim os dias desta praga
O que causa contágio, morte, apagado
O Deus de justiça finta, está no controle
Os que forem da perversidade, desfenado

Nilma Da Silva Coimbra

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