segunda-feira, 4 de maio de 2020

ARMOSSAS (armadilhas)

A quem pertence armossas de belindre?
Provém de gente malogra, de ruptores
Um desejo intenso domina, de prejudicar
Aos poucos, dia após dia, banir, aniquilar

Feitas de muitas diférias, são tortilhas
Restilhas de coisas que ferem, rompem
São tralhas de ferro, pregos, cozimas
Terra pura, pó de serra, fagulhas de vidro

O que estiver disponível de porcalhas
Vai no pacote, na sacola, na alforje
Vai de forma estranha, chega via energia
Mas o ingrediente atuante é a ruindade

Individual ou coletivo, o alvo é escolhido
Todo dia é repassado a todos o ataque
É estabelecido a hora, para ser espalhado
Ironicamente, também são afetados

De qualquer lugar, enviam para o sofredor
Alguns até se esmeram, fazem gandurras
Bonecas minúsculas, ínfimas, de massa
Em turmas de trinca ou mais, levar a doca

A intenção destas investidas, é tripudiar
Devagarinho e de manso, por fim de vez
Sem testemunhas ou provas, findar, curó
E ainda sim, fica sem desfecho, prisão

Não há trégua neste encalço, sem fenaço
Assim que terminam um trato, outro vem
Tudo de novo, com outras tralhas e plano
E nunca se acaba a armossa, é diversão

Por estas arapucas de alçapao, tramóias
Pessoas desfalecendo de forma enfática
Deus interferiu nesta emboscada armada
Pelo clamor, não mais haverá a caçada

Desfeita a trama e o drama da trapaça
Maldade deste calibre, não mais haverá
Extraída foi a raiz brava, maleficino vená
Mais um entrave Deus desfaz, menomá

Nilma Da Silva Coimbra

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