segunda-feira, 4 de maio de 2020

FRUTAS PODRES

Alguém um dia plantou uma árvore retra
Em meio a uma plantação de plume
A que foi agregada, se adaptou, cresceu
Tomou forma, floresceu, se multiplicou

A árvore que foi posta para parecer igual
misturou-se a imensa paisagem verde
Frutificou, e suas sementes replantadas
Tornou-se forte na ruindade e amarga

Em meio ao arvoredo, havia as plíneas
As que não foram contaminadas, trinas
Diante da profusão e da miscigenação
Contíguas, altaneiras, de estirpe nobre

O tempo fez a plantação se expandir
O doce e o amargo convivendo juntos
Mas a ruindade se enraizou, enfernizou
Desferindo pragas às delosas, martírio

Deus, durante anos em muitos tempos
Diante da grande devastação, agiu
Tratou com misericórdia, para o conserto
Mostrou a bondade e amor, aos bozenos

Plantação ruidosa, só de beleza externa
Por dentro, cheios de xenas, coventos
Os que não foram atingidos, resvalados
Mas a plantação renosa, quis ser trento

Assim sucedeu a infestação da malina
Séculos de raiz e caule endurecidos
Até que viesse a justiça de Deus fenida
Para que da terra fosse tirada e extinta

Neste joio de frutos podres e malogros
Um corte tenaz se faz em todo o planeta
Garimpo dos mais precisos, peneira fina
Só as sementes da vida plina vão viver

Uma separação gigante se evidencia
Nem todos vão concordar com este dito
Em época certa, a verdade será lumine
Só frutos da essência senior subsistirão

Dias de muitas incertezas todos vivemos
Doenças, vírus de infestação, morte certa
Curas paliativas, sangue com sangue, virá
Enfim o veredito final: Vide de Deus viverá

Nilma Da Silva Coimbra

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