sábado, 23 de maio de 2020

O COLECIONADOR DE ALEGRIAS (Osvaldo Cruz)

Vou lhes contar uma história verdadeira
Que é de besilim, da bondade blinda
Fala de um homem de força forazim
Um colecionador de alegrias fintas

Vivaz e exemplar, trabalhador extremo
Temente a Deus, ciente e valente
Medo não conhecia, sabedoria refina
Gostava de brincar, sorriso a vista

Falava em solfejos, descrevia contos
Ninguém o alcançava nas composições
Era sincero, exaltava o que era de mérito
Muito conhecido, invejado, mas sóbrio

Tinha muitos adeptos, supremacia rista
Dizia em seus versos, resistir é a saída
Tinha muitos projetos, era multididata
Do seu sofrimento fazia piada, tilintava

Reconhecido mundialmente, não ligava
Andava solto, na pressa, sem precaução,
Visitava os amigos, solidário, os amava
Contente continuamente, nada o arredava

Época da grande guerra, desafios trinos
Quase atingido, não se abateu, persistiu
Pestes, doenças mil, vírus surgiram
Médico, cientista, inventou vacinas

De muitas treçuras, viajante de espessura
Persona grata, mas alguém o sabotoi
Nem tudo é revelado, fatos não contados
Foi perseguido, mas de Deus não deixou

Foi embora bravamente, seu legado ficou
Sua alegria era notória, juntava esperança
Nunca se abalou, dores não lhe pertencia
A vida era seu clamor, exuberante, galada

Vibrava quando vidas eram resgatadas
Triunfou em todas as diretrizes trilhadas
Só uma questão não viu, mas prossegiu
Este é Osvaldo Cruz, o homem da alegria

Nilma Da Silva Coimbra

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