domingo, 17 de maio de 2020

CENÁRIO DE GUERRA

O que minha pretensão impulsiona fazer
Não é de fato um ato de destrato, zomba
Nem uma desculpa para derrubar o fardo
O que meu espírito grita, vou agora falar

Navegando e percorrendo no universo net
Observando as posições pessoais diárias
Vejo tantas aberrações, poucas notórias
Assim muitos se sentem, poucos expõem

Talvez o que eu fale, nenhum efeito surja
Há muito que tais episódios ocorrem
Não somente on line, mas na mídia vasta
Tem sido uma constante, falta correlata

Na imensidão da comunicação, se soltam
Gente de toda estirpe, de muitas caras
A jorrar seus sentimentos desatentos
Expressam seu pensar sem reflexar

Há experts em tudo, outros apenas impõe
Muitas falas soltas em escritas e visões
Engano há se alguém supor tanta retidão
Todos querem estar com a verdade suma

Diante a tanta pressão para relatar, frisar
Notícias tem que saltar, palavras pular
Inumeráveis são as causas em jogo
Se expressa assuntos repetidos, repostos

Neste frenesi de imposição e ganância
Um grande número já não mais suporta
Mas entraram para a subida enfurecida
Descer do trem andando, muito arriscado

Então o que fazem nesse impasse largo?
Iniciam um processo de invento, historiar
Mentes se tornam perturbadas, cansadas
Apesar disto, o perfeito irá representar

Ordens expressas são dadas, infernizar
Um tal mandante do escalão dita a reza
É para desbancar este que supõe ser
Até que o escolhido tome a coroa e trono

Uma guerra de informações e nervos
Jogatinas pelo poder, para no topo se ver
O que vai por trás da imagem, você sabe?
Um cenário que não pode ser revelado

Uma novela se descorre, sem prazo final
Nenhum dos atores é persona principal
Onde estão os mocinhos aptos a salvar?
Não há heróis neste conto, só infratores

Finalizo esta prosa de trolas e de trancas
Para que se desfaça as lambanças dunas
Esperando e crendo num desenlace bono
Que seja o que tem que ser, sem caroços

Nilma Da Silva Coimbra

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